sexta-feira, 17 de junho de 2016

Pronome substantivo x Pronome adjetivo

Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha o nome, indicando-o como pessoa do discurso.

Pronome substantivo: é o pronome que substitui um substantivo.
Pronome adjetivo: é o pronome que acompanha um substantivo.

- Aqueles garotos estudam bastante; eles serão aprovados com louvor.

Aqueles é pronome adjetivo, pois acompanha o substantivo "garotos" e eles, pronome substantivo, pois substitui o mesmo substantivo.

Numerais Multiplicativos e Fracionários

Numerais multiplicativos

 2
dobro, duplo, dúplice 
 3
 triplo, tríplice
 4
 quádruplo
 5
 quíntuplo
 6
 sêxtuplo
 7
 séptuplo
 8
 óctuplo
 9
 nônuplo
 10
 déclupo
 11
 undécuplo
 12
 duodécuplo
 13 em diante
 cardinal + vezes
 100
 cêntuplo



Numerais fracionários

 2
meio, metade 
 3
 terço
 4
 quarto
 5
 quinto
 6
 sexto
 7
 sétimo
 8
 oitavo
 9
 nono
 10
 décimo
 11
 onze avos
 12
 doze avos
 100
 centésimo

Numerais Cardinais e Ordinais

Algarismos romanos
Algarismos arábicos 
Numerais cardinais 
Numerais ordinais 
 I
 1
 UM
 PRIMEIRO
 II
 2
 DOIS
 SEGUNDO
 III
 3
 TRÊS
 TERCEIRO
 IV
 4
 QUATRO
 QUARTO
 V
 5
 CINCO
 QUINTO
 VI
 6
 SEIS
 SEXTO
 VII
 7
 SETE
 SÉTIMO
 VIII
 8
 OITO
 OITAVO
 IX
 9
 NOVE
 NONO
 X
 10
 DEZ
 DÉCIMO
 XI
 11
 ONZE
 DÉCIMO PRIMEIRO
 XII
 12
 DOZE
 DÉCIMO SEGUNDO
 XIII
 13
 TREZE
 DÉCIMO TERCEIRO
 XIV
 14
 CATORZE
QUATORZE
 DÉCIMO QUARTO
 XV
 15
 QUINZE
 DÉCIMO QUINTO
 XVI
 16
 DEZESSEIS
 DÉCIMO SEXTO
 XVII
 17
 DEZESSETE
 DÉCIMO SÉTIMO
 XVIII
 18
 DEZOITO
 DÉCIMO OITAVO
 XIX
 19
 DEZENOVE
 DÉCIMO NONO
 XX
 20
 VINTE
 VIGÉSIMO
 XXI
 21
 VINTE E UM
 VIGÉSIMO PRIMEIRO
 XXX
 30
 TRINTA
 TRIGÉSIMO
 XL
 40
 QUARENTA
 QUADRAGÉSIMO
 L
 50
 CINQUENTA
 QUINQUAGÉSIMO
 LX
 60
 SESSENTA
SEXAGÉSIMO
 LXX
 70
 SETENTA
 SEPTUAGÉSIMO
 LXXX
 80
 OITENTA
 OCTOGÉSIMO
 XC
 90
 NOVENTA
 NONAGÉSIMO
 C
 100
 CEM
 CENTÉSIMO
 CC
 200
 DUZENTOS
 DUCENTÉSIMO
 CCC
 300
 TREZENTOS
 TRECENTÉSIMO
 CD
 400
 QUATROCENTOS
 QUADRINGENTÉSIMO
 D
 500
 QUINHENTOS
 QUINGENTÉSIMO
 DC
 600
 SEISCENTOS
 SEISCENTÉSIMO
SEXCENTÉSIMO
 DCC
 700
 SETECENTOS
 SEPTINGENTÉSIMO
 DCCC
 800
 OITOCENTOS
 OCTINGENTÉSIMO
 CM
 900
 NOVECENTOS
 NONGENTÉSIMO
NONINGENTÉSIMO
 M
 1.000
 MIL
 MILÉSIMO

 10.000
 DEZ MIL
 DEZ MILÉSIMO

 100.000
 CEM MIL
 CEM MILÉSIMO

 1.000.000
 UM MILHÃO
 MILIONÉSIMO
869º = Octingentésimo sexagésimo nono.
582º = Quingentésimo octogésimo segundo.
916º = Noningentésimo décimo sexto.
759º = Septingentésimo quinquagésimo nono.

Os numerais ordinais acima de 1 999º têm duas leituras possíveis:

2.000º: O dois milésimo ou O segundo milésimo
89.428º: O oitenta e nove milésimo, quadringentésimo vigésimo oitavo ou 
O octogésimo nono milésimo, quadringentésimio vigésimo oitavo.

Fundamentos da Análise Sintática

O princípio é o verbo.
Essa é a premissa fundamental da sintaxe, que é a parte da gramática que estuda as palavras enquanto elementos de uma frase, as suas relações de concordância, de subordinação e de ordem. Significa que, ao se realizar a análise sintática de uma oração, sempre se inicia pelo verbo. É a partir dele que se descobre qual o sujeito da oração, se há a indicação de qualidade, estado ou modo de ser do sujeito, se ele pratica uma ação ou se a sofre, se há complemento verbal, se há circunstância, etc.



Nem sempre o verbo se apresenta sozinho em uma oração. Em muitos casos, surgem dois ou mais verbos, juntos, para indicar que se pratica ou se sofre uma ação, ou que o sujeito possui uma qualidade. A essa junção, dá-se o nome de locução verbal. Toda locução verbal é formada por um verbo auxiliar (ou mais de um) e um verbo principal (somente um).

verbo auxiliar é o que se relaciona com o sujeito, por isso concorda com este, ou seja, se o sujeito estiver no singular, o verbo auxiliar também ficará no singular; se o sujeito estiver no plural, o verbo auxiliar também ficará no plural. Na Língua Portuguesa os verbos auxiliares são os seguintes: ser, estar, ter, haver, dever, poder, ir, dentre outros.

verbo principal é o que indica se o sujeito possui uma qualidade, se ele pratica uma ação ou se a sofre. É o mais importante da locução. Na Língua Portuguesa, o verbo principal surge sempre no infinitivo (terminado em –ar-er, ou –ir), no gerúndio (terminado em –ndo) ou noparticípio (terminado em –ado ou –ido, dentre outras terminações).

Veja alguns exemplos de locuções verbais:

- Os funcionários FORAM CONVOCADOS pelo diretor. (aux.: SER; princ.: CONVOCAR)
- Neste momento, os estudantes ESTÃO RESPONDENDO às questões. (aux.: ESTAR; princ.: RESPONDER)
- Os trabalhadores TÊM ENFRENTADO muitos problemas. (aux.: TER; princ.: ENFRENTAR)
- O vereador HAVIA DENUNCIADO seus companheiros. (aux.: HAVER; princ.: DENUNCIAR)
- Os alunos DEVEM ESTUDAR todos os dias. (aux.: DEVER; princ.: ESTUDAR)
- Os professores PODEM PERMITIR que os alunos saiam da sala. (aux.: PODER; princ.: PERMITIR)
- Os corruptos VÃO PAGAR por suas falcatruas. (aux.: IR; princ.: PAGAR)




Sujeito:

Para se descobrir qual o sujeito do verbo (ou da locução verbal), deve-se perguntar a ele (ou a ela) o seguinte: Que(m) é que ..........?
A resposta será o sujeito.

Por exemplo, analisemos a primeira frase dentre as apresentadas acima:

- Os funcionários foram convocados pelo diretor.

O princípio é o verbo. Procura-se, portanto, o verbo: é a locução verbal foram convocados.
Pergunta-se a ela: Que(m) é que foi convocado? 
Resposta: Os funcionários
O sujeito da oração, então, é o seguinte: os funcionários.



Predicação Verbal

Encontrado o sujeito, parte-se para a análise do verbo:

Se ele indicar que o sujeito possui uma qualidade, um estado ou um modo de ser, sem praticar ação alguma, será denominado de VERBO DE LIGAÇÃO. Os verbos de ligação mais comuns são os seguintes: ser, estar, parecer, ficar, permanecer e continuar. Não se esqueça, porém, de que só será verbo de ligação o que indicar qualidade, estado ou modo de ser do sujeito, sem praticar ação alguma.
Observe as seguintes frases:

- O político continuou seu discurso mesmo com todas as vaias recebidas.
Continuar, nesta frase, não é de ligação já que não indica qualidade do sujeito, e sim ação.

- A professora estava na sala de aula quando sofreu o infarto
Estar, nesta frase, não é de ligação já que não indica qualidade do sujeito, e sim fato.

- A garota estava muito alegre uma vez que havia conseguido a aprovação
Estar é verbo de ligação porque indica qualidade do sujeito.



Se o verbo indicar que o sujeito pratica uma ação, ou que participa ativamente de um fato, será denominado de VERBO INTRANSITIVO ou VERBO TRANSITIVO, de acordo com o seguinte:

- Quem ............ , ................. :
Todo verbo que se encaixar nessa frase será INTRANSITIVO. Por exemplo, o verbo correr: Quem corre, corre.

- Quem ............ , ................. algo/alguém:
Todo verbo que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO DIRETO. Por exemplo, o verbo comer: Quem come, come algo; ou o verbo amar: Quem ama, ama alguém.

- Quem ............ , ................. + prep. + algo/alguém:
Todo verbo que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO INDIRETO. Por exemplo, o verbo gostar: Quem gosta, gosta de algo ou de alguém.
As preposições mais comuns são as seguintes: a, de, em, por, para, sem e com.

- Quem ............ , ................. algo/alguém + prep. + algo/alguém:
Todo verbo que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO - também denominado de BITRANSITIVO. Por exemplo, o verbo mostrar: Quem mostra, mostra algo a alguém; ou o verbo informar: Quem informa, informa alguém de algo ou Quem informa, informa algo a alguém.


Algo de alguém

Ocorre um tipo de frase, porém, em que há o esquema Quem ............, ................. algo + prep. de + alguém sem que o verbo seja bitransitivo: quando houver indicação de posse: “algo de alguém”, em que o “alguém” possui o “algo”. Nesses casos, o “alguém” exercerá a função de adjunto adnominal do “algo”, que será o núcleo da função sintática. Por exemplo, observe a seguinte frase:

O rapaz recebeu a herança do avô, que morrera um mês antes.

O verbo “receber” é, aparentemente, bitransitivo, pois Quem recebe, recebe algo de alguém. Há, porém, a indicação de posse, portanto “algo de alguém” é o objeto direto do verbo “receber”: Quem recebe, recebe algo; o “algo” – objeto direto – é “a herança do avô”, em que “herança” é o núcleo do objeto direto e “do avô”, adjunto adnominal.



É importante salientar que um verbo só será TRANSITIVO se houver complemento (objeto diretoou objeto indireto). A análise de um verbo depende, portanto, do ambiente sintático em que ele se encontra. Um verbo que aparentemente seja transitivo direto pode ser, na realidade, intransitivo, caso não haja complemento. Por exemplo, observe a seguinte frase:

- O pior cego é aquele que não quer ver.

O verbo ver é, aparentemente, transitivo direto, uma vez que Quem vê, vê algo. Ocorre, porém, que não há o "algo". O pior cego é aquele que não quer ver o quê? Não aparece na oração; não há, portanto, o objeto direto. Como não o há, o verbo não pode ser transitivo direto, e sim intransitivo.

Observe, agora, esta frase:

- Quem dá aos pobres, empresta a Deus.

Os verbos dar emprestar são, aparentemente, transitivos diretos e indiretos, uma vez que se encaixam nas frases Quem dá, dá algo a alguém Quem empresta, empresta algo a alguém. Ocorre, porém, que não há o "algo". Quem dá (o quê) aos pobres empresta (o quê) a Deus? Não aparece na oração; não há, portanto, o objeto direto. Como não o há, os verbos não podem ser transitivos diretos e indiretos, e sim somente transitivos indiretos.