Antes de mais nada, devemos considerar que o verbo "dividir", como tantos outros, tem várias acepções. Na Matemática, no entanto, o seu significado é único, preciso, que se refere a uma das quatro operações da aritmética. Qualquer número é divisível por outro, desde que esse outro não seja zero. Usa-se, então, nesse caso, a preposição POR. Dividindo esse número por dois, temos outro número que é a metade daquele número inicialmente tomado.
Fora da Matemática, o verbo dividir tem mais o sentido de rachar, partir, separar em partes. Não há o conceito de número envolvido no processo. Quando dizemos: "o impacto foi tão violento que o carro foi dividido em dois", está claro que as duas partes não coincidem em forma, massa ou volume. Está claro também que esse "dois" quer dizer "duas partes" e não "dois carros". "Dividir em dois", então, é o caso em que algo de forma física é separado em duas partes, não sendo necessariamente uma parte igual à outra.
Cabo Frio, RJ, Brasil - Graduada em Letras Língua Portuguesa e suas Literaturas pela Universidade Estácio de Sá - Campus Cabo Frio
Professora Helen
terça-feira, 25 de abril de 2017
Te amo ou Amo-te?
Não erre mais!
Te amo: De acordo com as nossas regras gramaticais, não se pode iniciar frases com pronomes oblíquos. É erro, portanto, grafar desta forma.
Amo-te: É a forma correta e aceita.
Te amo: De acordo com as nossas regras gramaticais, não se pode iniciar frases com pronomes oblíquos. É erro, portanto, grafar desta forma.
Amo-te: É a forma correta e aceita.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Maracutaia
ma.ra.cu.tai.a
Substantivo feminino
(Origem obscura)
[Brasil, Informal]: negócio ilícito ou ação ilegal, especialmente em administração pública.
Sinônimos: falcatrua, fraude, tramoia, conchavo, arranjo, negociata
Exemplo de uso:
Enquanto alguns estudavam intensamente para a prova, outros armavam uma maracutaia para ter acesso ao gabarito.
Substantivo feminino
(Origem obscura)
[Brasil, Informal]: negócio ilícito ou ação ilegal, especialmente em administração pública.
Sinônimos: falcatrua, fraude, tramoia, conchavo, arranjo, negociata
Exemplo de uso:
Enquanto alguns estudavam intensamente para a prova, outros armavam uma maracutaia para ter acesso ao gabarito.
Trabalhos acadêmicos e norma culta da língua portuguesa: um crescente desastre
No entanto, com o crescente número de faculdades que não exigem padrões adequados dos conhecidos TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso), tem se espalhado, no âmbito das bibliotecas universitárias online ou plataformas dedicadas à publicação de trabalhos diversos, um número sem igual de trabalhos de monografias de graduação, dissertações de mestrado e até teses de doutorado com problemas diversos e perigosos de revisão textual. Perigosos porque comprometem, por vezes, a própria teoria aplicada!
Muitos desses problemas são oriundos, inclusive, do que chamamos de "hipercorreção". Em geral, a hipercorreção é comum naquelas pessoas que acreditam ter o domínio da língua culta e, por isso, deslizam com grande frequência. Isso porque, como sabemos, a língua é um organismo vivo e mesmo os dedicados ao seu estudo incessante sabem da dificuldade que é manter um texto de acordo com os padrões da norma culta.
Como já cientes dessa dificuldade, os revisores profissionais preocupam-se em revisar sua própria revisão, consultando, sempre que necessário, gramáticas e dicionários diversos, além de teóricos da língua. Essa postura, no entanto, não é comum entre aqueles que já se acreditam como dominadores da norma culta.
Outro erro comum nesses trabalhos especializados é o fato de ignorarem, por vezes, o leitor leigo, aquele não especialista no assunto ou tema em questão. Todo trabalho acadêmico dever ser direcionado a leitores diversos, sejam eles de quais áreas forem. Isso quer dizer que devemos eliminar todos os jargões? Não necessariamente. Mas que, no uso desses, é necessário que se explique para quem não é versado nos mesmos estudos o significado do termo utilizado, uma contextualização bem elaborada ou, do contrário, trata-se de um pedantismo que pode comprometer todo o trabalho.
Os grandes escritores profissionais, intelectuais, editores e tradutores sabem da importância do revisor de textos, mas ainda falta às universidades o estabelecimento de padrões de exigência que impeçam a aceitação de TCC's sem uma qualidade mínima de clareza, coerência e coesão e aos profissionais o entendimento de que nem mesmo quem escreve bem está apto a revisar um texto!
- Texto extraído -
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
terça-feira, 8 de novembro de 2016
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